O escrevinhador
faz-se um pouco deus,
tornando real e palpável
o abstrato,
o indefinível,
o inexprimível,
o imponderável...
Como se a palavra,
impressa ou manuscrita,
criasse vida própria
e só então
tudo passasse a existir...
Sendo esse tudo
infinitos universos
que nascem a cada momento
dentro do poeta
ou flutuam no Universo,
esperando serem descobertos...
Alcíone Pimentel
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